Preparação do motor da Nascar Brasil com Militec
17 de abril de 2026

Por dentro da preparação do novo motor de 360 cv da NASCAR Brasil

Responsável pelo conjunto mecânico da categoria, o preparador Ricardo Righi explica como nasceu o NB-26 do novo RiSE26 e por que o MILITEC 1 segue sendo peça-chave na confiabilidade do grid

A temporada 2026 da NASCAR Brasil marca uma importante virada técnica na categoria. A principal novidade é o motor V6 NB-26 de 360 cavalos, desenvolvido especialmente para o carro RiSE26. Com isso, o conjunto passa a oferecer mais potência, menor peso e, além disso, um nível ainda maior de equilíbrio mecânico entre os carros do grid.

Por trás desse avanço, houve uma reconstrução profunda da base dos propulsores utilizados pela categoria. Para isso, componentes internos foram reforçados, tolerâncias foram revisadas e, além disso, ajustes de equalização passaram a ser tratados com precisão ampliada antes mesmo do início da temporada.

Para entender como essa evolução acontece na prática dentro da oficina responsável pela preparação dos motores do campeonato, conversamos com Ricardo Camargo Righi, proprietário da RCR Motores, de Curitiba, parceira técnica da NASCAR Brasil.

“Foram instaladas bielas forjadas em todos os motores, além de polias reguláveis para equalização e novos esticadores em teflon com bronze. Dessa forma, foi possível aumentar a resistência do conjunto e, ao mesmo tempo, trabalhar com uma faixa maior de performance com segurança”, explica.

Além do aumento de potência, as mudanças contribuíram diretamente para a consistência dos motores ao longo do campeonato, garantindo, assim, maior confiabilidade em condições extremas de uso.

Preparação do motor da Nascar Brasil com Militec
O novo motor NB-26 subiu 60 cv em relação ao anterior, alcançando 360 cv e 55 kgfm de torque. Luciano Santos/ SIGCom

Construção exigiu revisão completa da base mecânica

Embora mantenha a base V6 movida a etanol, uma característica histórica da categoria, o NB-26 representa uma evolução relevante em relação à geração anterior. Ainda assim, o novo conjunto foi desenvolvido para elevar o nível de desempenho sem abrir mão da confiabilidade mecânica.

A potência aumentou cerca de 60 cavalos, chegando aos 360 cv, com torque próximo de 55 kgfm. Esse ganho ocorre, principalmente, devido à ampliação da abertura de borboleta e ao reforço dos componentes internos. Dessa forma, tornou-se possível extrair mais desempenho mantendo a durabilidade exigida em condições de competição.

Além disso, outra mudança decisiva foi a nova posição do motor, agora central no chassi do RiSE26. Com essa configuração, há uma melhora na distribuição de massa e, consequentemente, respostas mais equilibradas em pista, especialmente nas retomadas e nas mudanças rápidas de direção.

Motores mais próximos entre si

Outro foco da atualização foi reduzir diferenças entre os conjuntos mecânicos.

Com maior precisão na aferição dos comandos e ajustes mais refinados de montagem, os motores passaram a apresentar respostas muito semelhantes.

“Hoje eles estão praticamente iguais. Até agora não tivemos reclamações dos pilotos”, afirma Righi.

Esse equilíbrio reforça a proposta da categoria de manter disputas mais abertas e técnicas ao longo do campeonato.

Time Militec 1 em ação na Nascar Brasil
Alta velocidade na pista, precisão no conjunto mecânico e eficiência onde cada detalhe decide a corrida. Luciano Santos/ SIGCom

Potência com segurança mecânica

Extrair desempenho em motores de competição exige operar próximo do limite e, ao mesmo tempo, preservar a durabilidade do conjunto. Por isso, a nova geração passou por uma reconstrução completa antes do início do campeonato, garantindo um padrão técnico elevado desde a primeira etapa.

“Ao todo, foram cerca de 30 motores desmontados, medidos e remontados em apenas um mês. Ou seja, não se tratou de uma revisão simples. Eles entraram praticamente novos na temporada.”

Além disso, cada unidade passou por um processo de metrologia completa, incluindo retífica de cabeçotes, substituição de válvulas e uma revisão estrutural detalhada, o que contribuiu para assegurar maior consistência de desempenho ao longo do campeonato.

Pontos críticos corrigidos

Durante esse processo, alguns elementos sensíveis foram atualizados.

O especialista da RCR conta que os esticadores antigos, fabricados em nylon, apresentavam desgaste em reduções agressivas. A substituição por peças em teflon com bronze elevou significativamente a resistência do conjunto.

“Somadas às novas bielas forjadas, essas mudanças ampliaram a margem de segurança estrutural dos motores”, aponta.

Controle de atrito desde a montagem

Se a nova geração de motores trouxe ganhos estruturais importantes, outro fator decisivo para a confiabilidade em competição continua sendo o controle do atrito interno.

Na NASCAR Brasil, o uso do Militec 1 faz parte desse processo desde a preparação inicial.

“Na hora de instalar o virabrequim, por exemplo, já utilizamos o produto para facilitar o ajuste. A proteção nas bronzinas é muito evidente, evitando que risque, e o atrito praticamente desaparece. É impressionante”, garante o preparador.

Righi explica que a formação dessa película reduz a fricção entre componentes móveis e contribui para preservar tolerâncias críticas mesmo sob temperaturas elevadas.

Militec 1 utilizado nos motores da Nascar Brasil
O Militec 1 está presente em todos os carros da NASCAR Brasil como produto oficial da categoria. Foto: Luciano Santos/SIGCom

Durabilidade ao longo da temporada

Os efeitos dessa proteção aparecem com mais clareza conforme o motor acumula quilometragem em corrida.

Ao longo do campeonato, a manutenção preventiva permite observar diretamente o comportamento dos componentes submetidos a maior esforço mecânico.

Entre seis e sete motores passam por revisão completa a cada etapa, normalmente com cerca de 1.500 quilômetros de uso acumulado.

“Substituímos principalmente anéis e bronzinas. Sem o tratamento com Militec 1, a deterioração dessas peças seria muito mais rápida.”

Esse acompanhamento ajuda a explicar por que o desgaste por atrito deixou de ser uma preocupação na categoria.

Proteção em condições extremas

Em alguns casos, os efeitos aparecem de forma ainda mais evidente durante situações fora do padrão esperado de funcionamento.

“Houve uma situação em que o bujão do cárter caiu durante o funcionamento e o carro chegou aos boxes normalmente. Quando abrimos o motor, não havia danos.”

Relatos como esse ajudam a ilustrar o comportamento da película formada nas superfícies metálicas, resultado da tecnologia de Lubrificação por Impregnação a Seco, capaz de aumentar significativamente a resistência ao desgaste mesmo sob condições críticas.

Da pista para o uso diário

Soluções desenvolvidas em ambiente de competição frequentemente antecipam aplicações para veículos de rua.

Parte desse conhecimento pode ser utilizada também no uso cotidiano, especialmente quando o objetivo é reduzir desgaste interno e ampliar a vida útil do conjunto mecânico.

“Eu recomendo o uso do Militec 1 desde carros zero quilômetro”, encerra Righi.

Na prática, a redução de atrito contribui para preservar componentes críticos como bronzinas, pistões e virabrequim, componentes que determinam grande parte o tempo de vida do motor.

Preparação e prevenção é a melhor estratégia

A confiabilidade observada na NASCAR Brasil resulta da combinação entre evolução estrutural dos motores e uma rotina rigorosa de manutenção preventiva ao longo da temporada.

Esse acompanhamento permite identificar desgastes antes que se tornem problemas em pista e ajuda a explicar a baixa incidência de quebras na categoria.

Em um ambiente onde os motores operam continuamente próximos do limite, soluções voltadas à proteção interna deixam de ser apenas um diferencial e passam a integrar a base da confiabilidade mecânica, ampliando durabilidade, estabilidade e eficiência tanto nas pistas quanto fora delas.

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