8 de novembro de 2021

Fundador diz que Força Livre Motorsport parou no auge, mas que a história da marca ainda não acabou

Eduardo Pereira conta o motivo que levou a promotora de eventos de arrancada a sair de cena e relembra a época de ouro dos festivais brasileiros

Por quase 25 anos, a arrancada no Brasil tinha nome e sobrenome: Força Livre Motorsport (FLM). A empresa paranaense foi a responsável por organizar e popularizar a modalidade com os festivais de fim de ano que arrastavam multidões ao Autódromo Internacional de Curitiba (AIC).

Em 2017, a FLM teve um desentendimento comercial com a administração do circuito, que causou um rombo de R$ 1,5 milhão. A briga pôs um ponto-final no glamour das arrancadas brasileiras e tirou o foco da capital paranaense como referência nesse esporte.

Principal figura por trás da FLM, o paranaense Eduardo Machado Pereira ainda chegou a levar a estrutura da empresa para Sorocaba (SP), onde organizou eventos por um ano e meio, mas decidiu encerrar de vez os trabalhos com a venda da pista no interior paulista.

“Paramos no auge”, diz Eduardo, que destaca como o grande legado da Força Livre o impulsionamento da arrancada no Brasil. Segundo ele, se a modalidade ainda é praticada em diferentes lugares, é porque um dia a FLM criou condições para que o esporte se desenvolvesse.

Mas quem pensa que a empresa fechou as portas definitivamente pode ter uma surpresa em breve, segundo o próprio fundador. Eduardo não dá mais pistas sobre o futuro da FLM, apenas adianta que a marca é muito forte e é provável que as pessoas ainda vão ouvir falar muito dela. 

Por enquanto, ele está longe das pistas. Hoje, aos 56 anos, atua no setor imobiliário e como representante no ramo de bicicletas e motos elétricas em Curitiba. Também foi presidente da Federação Paranaense de Ciclismo.

No bate-papo com o Blog MILITEC 1, Eduardo relembra momentos importantes da época de ouro dos festivais em Pinhais, do desentendimento com a administração do AIC e como a modalidade atualmente perdeu sua essência ao abandonar os critérios tradicionais de disputas, que deixavam as categorias mais niveladas.

Eduardo Pereira atua hoje no ramo imobiliário e de veículos elétricos.

Blog MILITEC 1 – Quando surgiu a ideia de organizar as arrancadas em Pinhais?

Tudo começou em 1992. Já havia arrancadas no autódromo, promovidas por um grupo de pessoas. Só que elas também competiam. E, por causa disso, houve um problema num fim de semana de prova.

Um dos responsáveis resolveu cancelar a disputa alegando risco de chuva. Mas, na verdade, o motivo era a quebra do carro dele, o que o impediria de competir. Simplesmente, ele pegou parte da estrutura da prova e foi embora. Ficamos com “cara de tacho”, sem entender.

Finalizamos aquele fim de semana somente com treinos. Então reuni o pessoal que estava no circuito e disse: “Daqui pra frente sou eu quem vai organizar as provas. Vou montar um regulamento, cuidar da inscrição, da entrada e saída de pessoas. Enfim, da logística inteira do negócio”.

Chamei mais dois amigos, Rogério Gregoris e Marcos Sisti (já falecido), e criamos a ERM Eventos (iniciais dos sócios). Naquela época tinha muito racha de rua e definimos que quem participasse desse projeto não poderia mais acelerar fora das pistas. 

A Força Livre veio logo depois. O nome é uma referência à categoria máxima do esporte de velocidade. Quase todas as modalidades têm a sua categoria força livre.

O 1º Festival de Arrancada, em 1992, marcou o início dos eventos organizados por Eduardo Pereira, à época com 28 anos.

Blog MILITEC 1 – Qual foi o evento de estreia do FLM?

O 1º Festival Brasileiro de Arrancada, na segunda semana de dezembro de 1992. E nunca mais mudei a data, sempre no último mês do ano. Tivemos cerca de 250 competidores inscritos.

Levamos um susto com a grandeza do evento. Não estávamos preparados. Faltou um monte de coisa, como água, luz e segurança. Só que conseguimos dar conta. Fomos até o fim, entregamos todas as premiações. 

Para se ter uma ideia, naquela época as arrancadas mais prestigiadas eram em São Paulo, mas não passavam de 200 participantes. 

A Força Livre se consolidou com os festivais acontecendo todos os anos. Em 1996 veio a reforma do autódromo, com a pista sendo concretada para a arrancada, eliminando o risco de furar o piso com os pneus fritando na largada.

Blog MILITEC 1 – Por falar em festivais, qual foi a edição inesquecível?

O evento de dragsters americanos em 1996, no 1º Desafio Brasil x EUA. Atraímos pilotos de toda a América do Sul, como Argentina, Uruguai e Chile. Foi um sucesso. Houve uma forte cobertura das principais mídias dos país. 

O retorno publicitário de mídia espontânea na época foi de quase R$ 8 milhões. Isso em 1997 era algo grandioso. 

Blog MILITEC 1 – Era o maior evento de esporte a motor no Brasil?

Sim, o top do top do automobilismo brasileiro. Só não entramos no Guinness Book como o evento com o maior número de competidores porque acabamos não contratando a empresa para registrar o feito.

Para homologar um recorde mundial, você precisaria trazer o pessoal do Guinness ao custo de 10 mil dólares, além de outras exigências. 

Isso foi em 1999. Queríamos bater 500 carros inscritos no festival e conseguimos. Certamente, na América foi o esporte a motor com o maior número de veículos participantes. Isso diretamente na pista, pois ainda havia os carros que participavam de eventos paralelos, como o de tuning e o de customização.

Os pneus fritavam no concreto da reta de Pinhais, para o delírio da arquibancada lotada.

Blog MILITEC 1 – O Festival era um grande passeio de fim de semana?

Sem dúvida. Fazíamos vários eventos dentro do festival. Na pista tinha as arrancadas e as disputas de performance. Na área dos boxes, havia a exposição de veículos clássicos e customizados, a galeria de produtos, shows com bandas na área do estacionamento, apresentação de manobras radicais, espaço kids, encontros de clubes, entre outras tantas atrações. 

E à noite também chegamos a organizar corridas a pé e com bicicletas. Nos quatro dias de festival, o número de pessoas que circulavam pelo autódromo era superior a 40 mil. 

Além disso, havia grandes marcas envolvidas, como Petrobras, Pirelli, Goodyear, MILITEC Brasil, Castrol, Mobil e Grand Prix. Tínhamos uma parceria com a Jovem Pan e a RIC TV. O estúdio era levado para o autódromo, com muitos links ao vivo nas programações das tevês e rádios durante todo o dia.

No início de dezembro, com o grande fluxo de visitantes para o festival, quase não sobravam vagas nos hotéis em Curitiba. 

Blog MILITEC 1 – Qual foi outro momento marcante da FLM?

Fomos contratados pela Universal Studios para fazer o lançamento de um dos filmes da franquia Velozes e Furiosos.

Remontamos no meio da pista a cena em que uma garota joga o lenço e os dois carros saem em disparada, inclusive com veículos bem próximos aos do filme. 

Acabamos levando esses carros para a porta do cinema no Shopping Estação na noite de estreia. Foi um sucesso.

Blog MILITEC 1 – É verdade que o Velopark, no Rio Grande do Sul, um dos principais palcos do automobilismo nacional, nasceu a partir de uma conversa com a FLM?

Sim. O autódromo (em Nova Santa Rita) “nasceu” em Curitiba. Felipe Johannpeter (fundador do complexo) me procurou para que eu conversasse com o pai dele (Klaus Gerdau Johannpeter) sobre a possibilidade de construir um novo circuito.

A área eles já tinham. Foi então que bati um papo com o pai dele durante um festival em Pinhais. Ele me fez uma série de perguntas e queria saber a minha opinião, se valeria mesmo a pena construir uma pista. Eu disse que sim. Naquela época, o Brasil precisava de mais circuitos.

Incentivei, porque visava o crescimento da modalidade no país e do Campeonato Brasileiro. Além do Velopark, também estava surgindo o circuito de Itatiba (SP), do Sidnei “Grandão” Frigo (famoso piloto de dragster). 

A pista lá é maravilhosa, talvez a melhor do Brasil (chamada de Spid – São Paulo International Dragway). Ficou parada por dez anos por questões ambientais, mas parece que está em processo de homologação.

Disputa de hots no Festival de Arrancada de 1992.

Blog MILITEC 1 – O que levou a Força Livre a cancelar o festival de 2017 e não organizar mais arrancadas no AIC?

Em 2017, esbarrei num problema para organizar o festival. Entrou um novo diretor, filho de um dos sócios do autódromo, que mudou as diretrizes pré-estabelecidas no contrato que eu havia feito para duas datas já agendadas, uma delas para o festival em dezembro.

Esse diretor disse que o contrato não tinha validade. Questionei: “Como assim? O documento está assinado e estou trabalhando no evento desde março”.

De R$ 68 mil de aluguel acertado previamente, o valor saltou para R$ 350 mil. Além da exigência de metade do pagamento ser depositado 15 dias antes do festival. 

O prejuízo foi tanto financeiro – cerca de R$ 1,5 milhão – quanto moral. Eu devolvi o dinheiro para os patrocinadores e competidores. Alguma coisa ficou e negociei caso a caso. Não tive nenhuma ação contra, pois o pessoal entendeu perfeitamente o que tinha ocorrido.

Blog MILITEC 1 – Como foram as reações dos competidores ao saber do cancelamento do festival?

No início, eles acharam que era golpe. Em mais de 25 anos fazendo eventos, eu nunca transferi uma data, muito menos cancelei. Não aceitei a proposta de pagar antecipado.

Pensavam que eu estava devendo para o autódromo e que por isso não tinha feito a prova. O que não era verdade. Eu ofereci R$ 100 mil em três vezes, mas não foi aceito e tive de cancelar o festival.

Blog MILITEC 1 – Isso fez você pensar em encerrar com a FLM naquele momento?

Não, apesar de ter ficado muito revoltado. Isso só veio a acontecer quase dois anos depois. Desmontei toda a estrutura do AIC em 2017 e levei para um circuito em Sorocaba. Mas, na hora em que ajeitei a pista de lá, após um ano e meio, o proprietário vendeu tudo.

Inclusive com a estrutura da Força Livre dentro, como as máquinas para emborrachar a pista, o VHT (composto pulverizado sobre o asfalto ou concreto que dá maior aderência aos pneus), placas de publicidade, vários metros de fio de cobre, entre outros.

Tive de falar com o comprador para conseguir retirar o que me pertencia. Hoje está tudo comigo, para ser vendido se alguém se interessar. 

O público paranaense aprendeu a acompanhar as arrancadas em Pinhais desde a década de 1990.

Blog MILITEC 1 – A empresa também cuidava de outras modalidades, além da arrancada?

Muitas. Fazíamos campeonatos de Motovelocidade e de Marcas, a parte operacional de sinalização e resgate da Stock Car, da Fórmula Truck, além das fórmulas Ford e Renault.

Todo fim de semana eu estava no autódromo. Minha vida inteira foi focada nisso. Para ficar com a minha família, tinha de levá-la para o autódromo. Você abre mão de tudo, do fim de semana, do churrasco com os amigos, dos negócios. 

É uma vida. Tem muita história. Eu sou formado em Análise de Sistemas, em Psicologia e em Direito. E não exerço nenhuma das profissões, porque dediquei 100% da minha vida à Força Livre. Eu terminava a arrancada no fim de semana e no outro dia logo de manhã já estava na empresa. 

Blog MILITEC 1 – Há algum arrependimento nessa trajetória?

Eu não me arrependo nem um segundo de tudo o que eu fiz. Foi uma trajetória muito bacana. A FLM teve sucesso por muito tempo. E, se não houvesse o problema de 2017, estaríamos até hoje organizando eventos, apesar da pandemia. 

A empresa parou no auge. Claro, tivemos uma época com maior apoio. Perdemos esse apoio nos últimos eventos, mas estávamos buscando recursos com patrocínio para colocar na mídia novamente.

Blog MILITEC 1 – Alguma chance de a FLM voltar à ativa?

A história da Força Livre não acabou. As pessoas ainda vão ouvir falar muito da marca, que continua viva nas mentes de quem curte automobilismo. Por enquanto, o que eu posso dizer é isso.

Os festivais tinham diversas atrações durante os quatro dias de eventos.

Blog MILITEC 1 – Isso significa que os festivais de arrancada um dia serão retomados?

Se um dia voltar, não terá o mesmo glamour. Do evento começar na quinta-feira, a arquibancada cheia, que mais parecia um paredão humano, isso nunca mais. 

Fazíamos com paixão. A vida é um ciclo. Custei a entender. No começo fiquei muito revoltado. Porém, depois entreguei para Deus e perdoei a pessoa que acabou com o meu sonho naquele momento. 

Blog MILITEC 1 – Qual é a análise que você faz da arrancada no Brasil nos dias de hoje?

A arrancada mudou muito. Na minha opinião, ela perdeu a sua essência. Antigamente tínhamos a modalidade dividida por categorias. Eram 22, desde a Standard até a Dragster, divididas por tração (dianteira ou traseira) e potência. Cada categoria tinha um regulamento para equalizar as disputas. 

Hoje, na maioria das competições, existe uma vistoria de segurança e não há uma divisão justa por categorias. Pode haver uma disputa entre veículos de tração dianteira e traseira, com quatro, seis ou oito cilindros. Por exemplo, anda numa mesma pista um Maverick oito cilindros com tração traseira contra um Gol tração dianteira. 

Nos EUA (berço da arrancada), o que predomina é o regulamento semelhante ao do FLM. No Brasil perdeu-se esse foco. Eventualmente, numa prova ou outra, como no Rio Grande do Sul, por exemplo, ainda respeitam o regulamento. 

Blog MILITEC 1 – E por que você acha que não há mais essa divisão?

No esporte a motor, o investimento financeiro faz toda a diferença. Hoje, a arrancada estilo “Desafio Área” (disputas entre regiões do estado e do país) é a mais comum. E, nela, se o competidor investir um bom dinheiro em equipamentos, não perde mais. Há disputas, mas não são de categorias específicas. Ganha quem investe mais.

Um Gol com 4 cilindros, de 800 kg, pode andar com um Maverick V8, de 1.500 kg, por exemplo. E é possível ambos atingirem 1.000 cv de potência, só que o Gol é mais leve e leva vantagem. Ficou uma disputa não tão leal. 

Se tivesse uma categoria só para Mavericks, com um regulamento específico, iria ganhar o que tivesse o melhor preparo, o melhor conjunto, o melhor piloto.

Ou então ter uma categoria como Street Tração Traseira, em que você pode colocar Maverick, Dodge e Opala para correr juntos, porque se assemelham. Na nossa época conseguimos equalizar um regulamento que fosse bom para todo mundo.

Eduardo Pereira (à direita na foto) durante as obras de ampliação do autódromo de Pinhais.

Blog MILITEC 1 – Como foi a parceria da MILITEC Brasil com a FLM?

A parceria foi longa, de quase 20 anos. Eu conhecia a MILITEC Brasil antes dela vir para a arrancada. Já usava no meu carro e moto e faço isso até hoje. E, numa dessas conversas que eu tive para comprar o produto, acabei falando com os donos sobre a arrancada. Apresentei a Força Livre e eles gostaram da ideia e entraram nos eventos de arrancada.

O propósito da MILITEC Brasil e do seu produto era fazer com que os veículos quebrassem menos na arrancada. Para mim foi uma mão na roda, porque quanto menos carros quebrados na pista, melhor.

Eu conseguia dar fluxo ao evento. Não tinha de tirar o carro da pista e limpá-la a todo instante por causa da sujeira que formava, além da questão de segurança. A ida da MILITEC Brasil para a pista foi excelente.

Os competidores usam o MILITEC 1 no motor, na caixa de câmbio, no diferencial. Ou seja, onde tem atrito de ferro com ferro, o produto está presente. 

Blog MILITEC 1 – Alguma experiência pessoal com o MILITEC 1 que vale destacar?

Eu tenho uma história que considero um case para o produto. Quando fui para o Peru de moto, ela quebrou no meio do caminho, após entupir o escape por causa das fuligens suspensas no ar.

Já havia percorrido uns 18 mil quilômetros. Estava com uma (Suzuki) Bandit 1200 cc e o incidente ocorreu na região de Pampa del Infierno, na Argentina. A temperatura na sombra chegava a 50 graus celsius. 

Era uma estrada isolada, sem vegetação, só arbusto com espinhos. Eu não sabia se os amigos que me acompanhavam na viagem estavam na frente ou atrás. 

Mesmo com o motor quebrado, decidi seguir em frente. Rodei mais 62 km com a Bandit até encontrar um posto de combustíveis para esperar os amigos. Detalhe, sem uma gota de óleo no cárter. Qualquer mecânico pode confirmar: um motor sem óleo não roda mais que 12 km.

[Por diminuir o atrito interno no motor e proteger os componentes] O MILITEC 1 me tirou de uma situação no meio do nada, onde passam três carros por dia. Imagine empurrar uma moto com os alforges (bolsas laterais) carregados, que somavam um peso de quase 300 kg, e naquele sol!

Blog MILITEC 1 – É verdade que você também usou o MILITEC 1 no automodelismo de rádio controle?

Sim. Fui campeão de veículos com rádio controle a combustão usando MILITEC 1 e mais 20% de nitrometano (combustível de dragster). Os meus concorrentes acharam que eu iria quebrar por causa do combustível. Mas eu não quebrei, bati o recorde da pista e ainda cheguei com quatro voltas à frente do segundo colocado. 

Já na próxima corrida, dois competidores gastaram US$ 2,5 mil em modelos com ABS e controle de tração. Aí, ficou difícil competir.

Entenda o MILITEC 1

MILITEC 1 é o primeiro e melhor condicionador de metais, que protege o seu equipamento de verdade, porque é o único com a exclusiva tecnologia Dry Impregnated Lubrication. MILITEC 1 simplesmente usa o lubrificante como um meio para chegar às superfícies metálicas em atrito e aos pontos críticos de calor dentro do equipamento. Chegando a esses locais, MILITEC 1 sai completamente do lubrificante e as moléculas de MILITEC 1 fixam-se na superfície metálica (adsorção*). Isso ocorre entre 38º C e 66º C, dependendo das condições de atrito e carga. O efeito dessa reação enrijece a superfície metálica (não a endurece), tornando-a aproximadamente 17 vezes mais resistente quando a reação se completa. Além do aumento da resistência metálica, MILITEC 1 reduz drasticamente o atrito, melhorando o aproveitamento de energia, resultando em aumento da potência ou diminuição do consumo, além de reduzir as emissões de gases poluentes.

*Adsorção é a fixação de molécula de uma substância na superfície de outra.

0 Comentários

Deixe o seu comentário!